Dengue cresce 49% em 7 dias, na capital

Belo Horizonte registrou aumento de 49% nos casos confirmados de dengue em apenas sete dias. Já são 71 pessoas com a doença, contra 36 da semana passada, conforme balanço divulgado nesta quarta-feira (9) pela Secretaria Municipal de Saúde (SMSA).


De acordo com a SMAS, a Região Norte assumiu a liderança da infestação com 16 casos confirmados. Em seguida vem o Barreiro, com 13 caso, e Nordeste e Noroeste, com 11 cada uma. O número de notificações também aumentou em Belo Horizonte, passando de 697 para 947, um crescimento de 35%.


No próximo dia 14, 120 homens do Exército, da Aeronáutica e agentes da SMSA se juntam há 20 militares para uma ação conjunta. Eles vão eliminar focos do mosquito da dengue e conscientizar a população sobre a importância dos cuidados para a prevenção da doença.


O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, na quarta, da abertura oficial da campanha do Dia Nacional de Mobilização contra a Dengue. Promovida com o objetivo de sensibilizar a população para a necessidade de todos participarem da luta contra o mosquito Aedes aegypti, a campanha irá se estender às superintendências estaduais da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) de todo o país.

"Todo mundo tem que saber que o mosquito da dengue está muito presente no dia a dia das pessoas", ressaltou o ministro. Ele percorreu o edifício da Funasa, na Região Central de Brasília, e distribuiu, em um semáforo próximo, panfletos com orientações de como combater a doença.


Padilha não descartou o risco real de uma epidemia, mas garantiu que o Governo tem ações permanentes para evitar que isso ocorra. "A médio prazo, o esforço é para que tenhamos uma vacina, que é a forma mais eficaz de combater a doença. Mas ainda vamos demorar muito para ter uma vacina e não podemos ficar esperando", disse o ministro. Padilha alertou sobre a importância de a população evitar deixar água parada acumulada em recipientes ou objetos.


O ministro voltou a destacar a importância de os hospitais e clínicas particulares estarem aptos a atender pacientes suspeitos de dengue. Segundo ele, toda a rede pública e privada de atenção à saúde, dos postos aos hospitais mais sofisticados, devem ser capazes de identificar e lidar com os casos suspeitos da doença.


O ministro propôs às empresas que ajudem a divulgar os procedimentos entre os profissionais dos hospitais da rede privada. Na ocasião, Padilha revelou que pesquisas feitas pelo ministério indicam que o número de mortes é maior neste segmento.


Na última terça-feira, uma menina de 9 anos morreu em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, vítima de dengue hemorrágica. Foi a primeira morte por esta forma da doença.

 

Jornal "Hoje em Dia", 10/2/2011