Belo Monte

Cerca de 500 pessoas reuniram-se, na manhã de ontem, na frente do Congresso Nacional, para exigir o fim do projeto que prevê a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Além de aproximadamente150 indígenas, o protesto contou com estudantes, ambientalistas e militantes de outros movimentos sociais.


A manifestação seguiu do Congresso para frente do Palácio do Planalto, onde foi lida uma carta com 11 reivindicações do movimento "Xingu Vivo para Sempre". Esse documento e um abaixo-assinado com 604 mil assinaturas foram entregues por uma comissão ao secretário-executivo, Rogério Sottili, e ao secretário de Articulação Social, Paulo Maldos, ambos funcionários da Presidência da República.
De acordo com a coordenadora do movimento, Antônia Melo, as principais reivindicações são "a inclusão da sociedade na discussão do planejamento energético brasileiro e o cancelamento urgente do complexo hidrelétrico do Xingu". Os kayapós também exigiram a demissão imediata do presidente da Funai, Marcio Meira.


Também estiveram presentes na manifestação em Brasília o cacique Raoni, o bispo Dom Tomás Balduíno, a senadora Marinor Brito (PSOL) e o deputado federal Ivan Valente (PSOL).
Ao saber do protesto, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que é melhor o país construir hidrelétricas, que investir em usinas térmicas poluentes, a custos muito mais elevados para o consumidor. "A construção vai ser iniciada dentro de muito pouco tempo", reafirmou.

Jornal " O Tempo", 9/2/2011