Senado adia decisão sobre Código Florestal

Na votação de ontem do projeto do Código Florestal, senadores das comissões de Agricultura e de Ciência e Tecnologia adiaram a decisão sobre a recomposição ou não da mata ciliar - na margem dos rios - para a Comissão de Meio Ambiente, a última da Casa que examinará o mérito da proposta antes da votação no plenário. Outros temas de confronto entre ambientalistas e ruralistas, como o prazo de anistia aos desmatadores, também foram adiados.


Os senadores aprovaram apenas três das 20 emendas, apesar do acordo feito anteontem à noite, no Ministério do Meio Ambiente, entre a ministra da pasta, Izabela Teixeira, o ex-ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, e os três relatores da matéria. Havia sido acertado que o senador Luiz Henrique (PMDB-SC) - relator do código nas duas comissões - escreveria uma emenda isentando de recuperar matas ciliares as propriedades que medem de 4 a 15 módulos fiscais.

Na Amazônia, propriedades de até 1.500 hectares em rios de até 10 metros de largura poderiam ser beneficiadas.


Manifestação. Presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a senadora Kátia Abreu (PSD-TO) foi obrigada a deixar o local onde o projeto do Código Florestal estava sendo votado protegida por escolta da polícia do Senado, para não ser agredida por cerca de 15 estudantes da Universidade de Brasília. Aos gritos de "Senado vergonha nacional", eles protestavam contra o encaminhamento da matéria na Casa.


"É um absurdo eu ser constrangida e achincalhada na Casa em que trabalho", reagiu a senadora.