Congresso de Saneamento discute Gestão de Resíduos Sólidos

Aconteceu na manhã desta quarta, 28, o painel sobre Gestão de Resíduos Sólidos e Créditos de Carbono, coordenado pela presidente da ABES-PE, Ana Elizabete Cavalcanti, durante o 26º Congresso Brasileiro de Engenharia Sani­tária e Ambiental, na FIERGS, em Porto Alegre.

Durante o evento, foram expostos dados sobre o panorama dos resíduos sólidos no Brasil e a situação latino-americana, focando os créditos de carbono. Os convidados falaram sobre os investimentos previstos, projetos do Governo e parcerias entre o Banco Mundial e a Caixa Econômica Federal.

Na América Latina, oito países já possuem políticas públicas inscritas para gerir corretamente resíduos sólidos. O Brasil entrou para esse grupo recentemente, contudo ainda tem muitos pontos para alinhar.

Atualmente são produzidos 200 mil toneladas de lixo por dia em território nacional, mas apenas 1,6% deste material passa pela coleta seletiva. Grande parte deste entulho é depositado em áreas irregulares, como: riachos, matas e vias públicas. Isto gera problemas para diferentes divisões públicas, e ainda deixa de gerar renda para famílias que vivem do lixo. Exemplo disso é o valor pago pela tonelada do PET, que gira em torno de 1,3 mil reais.

De acordo com os palestrantes, a solução mais viável para erradicar os lixões à céu aberto são os aterros regionais, que minimizam os impactos ambientais causados no solo onde o chorume é depositado. O Norte e o Nordeste do país são as áreas mais críticas - com menor estrutura técnica e maior concentração de lixões à céu aberto. A região sul é privilegiada por ter o menor número deles.