Incêndio já é o maior da história na reserva do Caraça

Há 14 dias em chamas, a Reserva Particular do Patrimônio Natural do Caraça, na região Central do Estado, contabiliza o maior incêndio florestal de sua história. Estima-se que 200 hectares de vegetação tenham sido destruídos - o equivalente a 200 campos de futebol. Ontem à noite, focos ainda eram visíveis em pelo menos dois pontos, mas os trabalhos foram encerrados ao escurecer.


O fogo atingia o pico do Sol, próximo a Conceição do Rio Acima, e o pico da Conceição. Uma aeronave da Polícia Civil, na capital, foi acionada para auxiliar no combate às chamas. Ao todo, 36 bombeiros e 44 brigadistas voluntários, com o apoio de um helicóptero dos bombeiros e de dois aviões da força-tarefa Previncêndio, atuam no Caraça, um dos principais pontos turísticos e de prática de ecoturismo de Minas Gerais.


"Dá uma angústia enorme ver tanta devastação e perda", afirmou a bióloga do Santuário do Caraça, Aline Abreu. A região tem rica biodiversidade, com áreas de Mata Atlântica e inúmeras nascentes e cachoeiras.


As visitas ao Santuário do Caraça, na serra do Espinhaço, estão suspensas desde o último sábado. Em sua história, o santuário carrega a lembrança do trágico incêndio ocorrido em 1968 e que pôs fim ao colégio e seminário que existiam no local. Não há previsão para a reabertura do lugar.


Em chamas. Minas Gerais é o Estado com o maior número de focos de incêndios neste período de seca. Entre 1º e 11 de setembro, foram 2.845 ocorrências, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).


Nos últimos 27 dias, os bombeiros atenderam a 1.931 ocorrências de queimadas em áreas de vegetação em Belo Horizonte e na região metropolitana.


Além disso, o Estado está em segundo lugar no ranking do Inpe em relação ao registro de incêndio. De janeiro até agora, foram contabilizados 7.073 focos de queimadas. O Mato Grosso é o primeiro no ranking, com 8.348 registros.