A valorização da água

Difundir a importância do uso inteligente da água e incentivar novos projetos voltados para a preservação desse imprescindível recurso natural. Movidos por esse espírito, os Diários Associados, por meio do jornal Estado de Minas, promovem desde 2002 o Prêmio Furnas Ouro Azul. Os vencedores da nona edição foram anunciados ontem para uma plateia que lotou o Teatro Alterosa, em Belo Horizonte. Neste ano, o prêmio, patrocinado pela empresa Furnas Centrais Elétricas, abriu espaço para as crianças, pois serão elas que comandarão o futuro do planeta.

Os trabalhos vencedores serão publicados em caderno especial do EM no dia 15. Houve também a entrega de troféus e certificados de participação. Neste ano, o Furnas Ouro Azul premiou participantes de quatro categorias principais - Empresas, Estudantes, Comunidade e a recém-criada Mirim - que foram subdivididas.

Duas comissões julgadoras avaliaram os projetos, uma delas concentrada na análise da produção infantil, que deveria apresentar atitude, originalidade e fidelidade ao tema. A avaliação das demais categorias teve como pontos altos a mobilização social e o desenvolvimento de novas tecnologias, entre outros.

O diretor-executivo do Estado de Minas, Geraldo Teixeira da Costa Neto, enalteceu três pontos do prêmio: a iniciativa de vanguarda do grupo ao criar a premiação há nove anos, a crescente qualidade dos projetos inscritos e a participação das crianças. "Elas hoje usam a água de outra maneira. Nada mais justo que escolham como querem seu mundo", afirmou, acrescentando que as próximas edições do Furnas Ouro Azul serão ainda maiores.

A organização do prêmio registrou a inscrição de 378 trabalhos. Destes, 278 partiram dos pequenos, que puderam escolher entre redação e desenho a melhor maneira para se expressar. A estudante Beatriz Curvelano Fernandes, de 6 anos, fez uma redação que narra a despoluição das águas e do ambiente de um planeta muito sujo, onde os habitantes não queriam mais viver. Uma operação deixou tudo limpinho, definiu a menina, e as coisas voltaram ao normal. "Gosto da água e me preocupo com ela", revelou.

O diretor-financeiro da Furnas Centrais Elétricas, Luiz Henrique Hamamm, ressaltou que a empresa, por usar a água como fonte energética, deve ter a máxima preocupação em difundir o uso racional e consciente do recurso natural. "Ficamos orgulhosos de constatar a importância do prêmio e a grande quantidade de participantes", afirmou, destacando o empenho das crianças.

O secretário-executivo do Comitê Gestor de Fiscalização Integrada do Estado de Minas Gerais, Paulo Teodoro de Carvalho, presidente da comissão julgadora, relembrou que 30% da população mundial não tem acesso à água potável. "Os trabalhos, além de envolver a comunidade, trazem tecnologias já experimentadas, que se mostraram aplicáveis e que precisam ser difundidas", ressaltou.

 

Jornal "Estado de Minas", 02/12/2010