Agendadas audiências de apresentação do Cidadania Ribeirinha

O Cidadania Ribeirinha, um dos projetos estratégicos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais para o biênio 2011-2012, inicia no dia 16 de agosto de 2011 a viagem de diagnóstico aos municípios priorizados pelo projeto, na Bacia do São Francisco. Já estão agendadas as audiências de apresentação do projeto em Manga (17/8, com horário a definir), Matias Cardoso (22/8, às 9 horas), Itacarambi (24/8, às 14 horas), e Pedras de Maria da Cruz (26/8, às 13 horas). Esses municípios são os de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre os que têm sede ribeirinha no trecho mineiro do Velho Chico.

Nesses encontros, os gestores do projeto, Márcio Santos e Leo Noronha, e o consultor de meio ambiente André Naves Alves, da Consultoria Temática da ALMG, todos eles servidores da Casa, apresentarão o projeto e farão contatos com as lideranças locais. Também participarão técnicos de instituições parceiras. Depois, essa equipe mobilizada para o diagnóstico parte para o trabalho de campo, que deve ser concluído no dia 30 de agosto.

O objetivo do diagnóstico é verificar temas e problemas que possam ser trabalhados nos eixos temáticos do projeto, bem como ouvir moradores sobre o que consideram prioritário nessa proposta de intervenção social nas comunidades. Os dados coletados na viagem serão usados na estruturação do projeto, mantendo-se o foco também na diretriz da atual Mesa da ALMG, de enfrentamento das desigualdades e promoção da cidadania, e nas ações de revitalização do São Francisco. Serão considerados ainda, no diagnóstico, dados e informações que a equipe está colhendo com as instituições parceiras.

Projeto será lançado em novembro

O lançamento do Cidadania Ribeirinha, já com as ações previstas para cada município, está agendado para 30 de novembro. A partir de então, iniciam-se as ações com os públicos definidos como prioritários: estudantes de ensino médio, trabalhadores cujas atividades tenham relação com os corpos d'água que formam a Bacia do São Francisco e público institucional (prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias). O projeto tem como metas centrais a valorização da identidade sociocultural das populações ribeirinhas e a melhoria das suas condições de vida.

Além dos servidores da ALMG, a equipe do projeto conta com técnicos dos institutos de patrimônio histórico nacional (Iphan) e estadual (Iepha), do Instituto de Geociências da UFMG, e do Instituto Estadual de Florestas (IEF). Nas atividades de campo, serão parceiros associados a Emater-MG, a Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams), o Crea-MG e o Núcleo Interinstitucional de Estudos e Ações Ambientais do Norte de Minas (Niea-NM), que reúne instituições acadêmicas e a Promotoria de Defesa do Rio São Francisco.