Crise do lixo em Nápoles gera riscos à saúde da região

Milão, Itália. Especialistas em saúde estão alertando para os possíveis riscos ligados à nova crise do lixo em Nápoles, onde pilhas de detritos voltaram a se acumular nas ruas. Autoridades estimam que há 2.900 t de lixo nas ruas, inclusive nos bairros históricos de Posillipo e Chiaia.


Maria Trassi, uma especialista em saúde na Universidade Federico II de Nápoles, disse ontem que existe o risco de doenças se disseminarem por causa dos ratos e insetos, se o lixo não for removido. Não há coleta em Nápoles há mais de uma semana.


A inspetora da União Europeia, Pia Bucella, disse que não foi feito nenhum progresso, nos últimos dois anos, no desenvolvimento de um sistema para reciclar o lixo da cidade, que é a terceira maior da Itália.
Em 2008, pilhas de lixo nas ruas levaram o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, a intervir pessoalmente no problema. Uma equipe da União Europeia está na região da Campânia para avaliar a situação, dois anos após a primeira grande crise do lixo estourar e da promessa do premiê de solução para o problema.


A persistente crise do lixo em Nápoles e nas cidades vizinhas é o resultado da corrupção, parco gerenciamento e infiltração da máfia local no sistema de coleta e disposição dos resíduos.

Jornal "O Tempo", 23/11/2010