Brasil investe para gerar energia a partir dos ventos

A chamada energia limpa, aquela que não polui o meio ambiente, começa a ganhar espaço no Brasil. É o caso da energia eólica, gerada pelos ventos. Hoje ela representa apenas 1% da produção brasileira, mas seu potencial é enorme. Aos poucos, gigantescos moinhos já abastecem cidades inteiras.

Há 500 anos, na época dos descobrimentos, o vento foi o combustível que fez os portugueses descobrirem o Brasil. Nos últimos anos, o país descobriu o vento como uma das formas mais limpas de energia para gerar luz elétrica.

Muitas vezes, as pessoas que são beneficiadas pela energia eólica nem sabem de onde ela vem. Santana do Livramento, na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai, aos poucos vai descobrir que o vento que corta a região vale muito. Não à toa, o governo federal está investindo R$ 400 milhões para levantar 45 aerogeradores, como são chamados os cata-ventos gigantes.

Ronaldo dos Santos Custódio, diretor de engenharia e operações da Eletrosul, destaca os benefícios da energia eólica.

- É uma energia limpa. A mais limpa de todas as energias. Ou seja, é uma energia que provoca um impacto ambiental muito pequeno, não desaloja famílias. [...] O impacto ambiental é basicamente o impacto visual e, na minha opinião, para melhor.

Até agora, dez aerogeradores estão em funcionamento - o suficiente para abastecer uma cidade de quase 100 mil habitantes.

Estudos apontam que o Brasil tem potencial para gerar 143 mil megawatts de energia, quantidade necessária para abastecer todo o país. Mas, por enquanto, a produção ainda é pequena. A expectativa é chegar, no futuro, a 30% da energia obtida no território nacional.

Atualmente, são 54 parques eólicos no país. O Rio Grande do Sul já tem dez. Mas o Nordeste é a região em que a energia eólica está mais presente.

A meta agora é convencer empresários e governos a investir nos aerogeradores. O custo da energia eólica ainda é alto.