Petróleo de vazamento entra na alimentação de espécies marinhas

Cientistas dizem ter rastreado pela primeira vez a rápida incorporação de alguns elementos não tóxicos do vazamento da plataforma da BP, no Golfo do México, à dieta dos plânctons.
Ao virar alimento para esses micro-organismos, que são a base da cadeia alimentar da vida marinha, os resíduos do vazamento se espalharam por diversos animais.


Como os plânctons são realmente muito pequenos, os cientistas decidiram mapear as substâncias através de um indicador simples de controlar: a proporção dos diferentes tipos de carbono em micróbios e plânctons próximos à mancha de óleo do vazamento.


Essa proporção importante aumentou 20%, mostrando a presença de petróleo na cadeia alimentar.
Apesar disso, o líder da pesquisa publicada na "Environmental Research Letters", William Graham, do Laboratório de Vida Marinha de Dauphin Island (EUA), disse não haver indícios de que plânctons, peixes que deles se alimentam ou pessoas que comem frutos do mar estejam em risco.


Segundo ele, trata-se apenas de um marcador biológico que mostra o percurso do carbono derivado do vazamento na cadeia alimentar.

Jornal "Folha de São Paulo", 09/11/2010