Deputados cobram balanço trimestral das obras na lagoa

Deputados da Assembleia Legislativa exigem balanços trimestrais da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e Prefeitura de Belo Horizonte relativos às obras de despoluição da lagoa da Pampulha. Ontem, Fred Costa (PHS) e Rogério Correia (PT) aprovaram ofício determinando Estado e município a apresentarem os documentos. O objetivo é garantir o cumprimento do cronograma do empreendimento, que prevê, ao custo de R$ 220 milhões, a despoluição dos córregos que lançam esgoto no espelho d'água .

A previsão de entrega das obras é junho de 2013, visando a Copa do Mundo. Está previsto o tratamento de 95% do esgoto proveniente das bacias dos córregos Sarandi, Ressaca (Contagem) e Água Funda (Belo Horizonte), principais responsáveis pelo lançamento de detritos orgânicos e industriais na lagoa.

De acordo com o gerente de Planejamento da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Belo Horizonte, Weber Coutinho, uma das principais intervenções será a construção de interceptores, um deles próximo ao zoológico, visando a canalização dos dejetos até estações de tratamento.
"Pelo menos 95% do córrego Água Funda fica no bairro Nacional, em Contagem, e 5% no Braúnas, em Belo Horizonte. A maioria dessa população, que não tem esgoto tratado, será beneficiada", afirmou.

As obras contam com R$ 120 milhões do Tesouro municipal e R$ 100 milhões da Copasa, repassados pelo governo federal por meio da segunda fase do Programa de Aceleração do Desenvolvimento (PAC).

Ontem pela manhã, Fred Costa e Rogério Correia, acompanhados do presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia, deputado Célio Moreira (PSDB), representantes da prefeitura e moradores visitaram os pontos mais poluídos da lagoa da Pampulha e os interceptores em construção. "A Copa deve deixar um legado à população. É muito importante garantir saneamento básico a quem ainda não conta com esgoto tratado", afirmou Correia.

Para Costa, o Belo Horizontino sente-se envergonhado ao observar a sujeira da lagoa. "Queremos acompanhar as obras. Se algum imprevisto acontecer, acionaremos as autoridades competentes".