Ibama apreende maquinário e impede desmate em Castelo dos Sonhos, no Pará

O Ibama interrompeu nesta quinta-feira (19/05) uma frente de desmatamento da floresta amazônica em Castelo dos Sonhos, a 180 km de Novo Progresso, no sudoeste do Pará. Cerca de 400 hectares de mata já haviam sido danificados pela exploração ilegal de madeira quando os fiscais chegaram ao local. O crime ambiental foi descoberto após análise das imagens de satélite da região. "Mas, certamente, o desflorestamento seria muito maior. Evitamos o pior", disse o coordenador da operação, Luciano Silva.

Na ação, um trator CBT 8060, utilizado para o arraste de toras e manutenção dos ramais de acesso à mata; dois caminhões usados para o escoamento ilegal da madeira; três motosserras e 200 litros de diesel foram apreendidos. O proprietário dos equipamentos, além de perder todo o maquinário, será multado em mais de R$ 2 milhões pelo envolvimento no crime ambiental.

"Pela infra-estrutura encontrada, pretendiam retirar da floresta toda a madeira de maior valor econômico, e, depois, derrubar tudo. Uma área de pelo menos mil hectares de mata primária seria substituída ilegalmente por mais pastagens para gado", explica Silva, que vem atuando na região com a operação Disparada desde o final de março, quando 891 cabeças de gado criado em área embargada pelo Ibama foram apreendidas a alguns quilômetros dali.

Ação surpresa
Antes do amanhecer, os fiscais chegaram de caminhonetes à área de desmatamento, localizada em terras da União e em local de difícil acesso. Lá, surpreenderam três homens encarregados da derrubada, todos vindos do Maranhão. Segundo o coordenador da operação, eles foram contratados por um fazendeiro das imediações interessado em ampliar sua propriedade.

"Quando a destruição da floresta estivesse consumada e o pasto implantado, o suposto fazendeiro pretendia fazer o Cadastro Ambiental Rural (CAR) da área em seu nome e tentar legalizar a terra", disse Silva. Se conseguir comprovar a ligação do suspeito com o crime ambiental, ele também será multado pelo Ibama em R$ 5 mil por cada hectare de floresta que destruiu, além de responder criminalmente pelo desmatamento.