Saneamento em discussão

O crescimento populacional por que Fortaleza passou nas últimas décadas e a ascensão de famílias das classes D e E para as classes C e B foram acompanhados pela elevação significativa da produção de resíduos. Tendo de lidar com cada vez mais toneladas de lixo, gestores públicos tentam encontrar destinos adequados para o material, mas esbarram na qualificação deficiente de projetos e profissionais e na falta de apoio da população.

"Poder dizer que o Brasil é um País saudável do ponto de vista do saneamento ainda está longe, mas é um conceito que já vem mudando". Com a afirmação, o presidente da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae), Sílvio Marques, sintetizou os pontos abordados no primeiro dia do I Congresso de Saneamento do Nordeste, que, até o dia 29 de abril, reúne gestores e especialistas.

O objetivo é ‘construir um espaço de convergência social para a formulação de uma agenda nacional de saneamento básico com vistas ao estabelecimento de uma política de desenvolvimento territorial sustentável'. A realização é da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae). A Assemae reúne os 2.000 municípios brasileiros que administram de forma autônoma e direta seus serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos. www.assemae.org.br.

 

Modelo
Uma das palestrantes do congresso, a engenheira sanitarista Kátia Tavares, destacou a existência de um "modelo tecnológico adequado". Diz que, as administrações já construíram unidades de tratamento de lixo que foram abandonadas pouco tempo após sua criação, por não se adequarem à realidade local.

"Tem lugar onde a coleta de lixo ideal é feita por carroça puxada por burro. Já uma região com forte densidade demográfica tem de ter caminhão compactador dos maiores".

29-4-2011