Operação Alho e Óleo doa 3,8 toneladas de pescado a entidades assistenciais

Visando ao combate da pesca ilegal do camarão e tendo em vista o período de defeso, que vai até 31 de maio, a operação Alho e Óleo, do Ibama, apreendeu na costa catarinense duas embarcações pescando com malha de rede com tamanho inferior ao permitido.

"Esses barcos não estavam pescando camarão mas estavam praticando pesca ilegal", disse o agente ambiental federal Norton Luchina. Segundo ele, todo pescado ilegal apreendido pelo Ibama, seja camarão ou não, será doado a entidades assistenciais, como foi o caso das 3,8 toneladas apreendidas nessa ação, que abastecerão os freezers de creches, lares de idosos, centros de recuperação de dependentes químicos de Itajaí, Navegantes, Balneário Camboriú, Penha, Piçarras e Barra Velha. O Programa Mesa Brasil, que distribui alimentos a entidades de todo o país, também recebeu parte do pescado.

Sediada no Centro de Pesquisa e Gestão de Recursos Pesqueiros do Litoral Sudeste e Sul (Cepsul), em Itajaí/SC, e contando com a participação de agentes ambientais federais do Ibama de Santa Catarina e do Paraná, a operação Alho e Óleo lavrou 28 autos de infração, embargou, até o fechamento desta matéria, uma empresa e aplicou multas que ultrapassam os R$ 758 mil.

A operação conta com 12 equipes, que se revezam por mar e terra. De acordo com Luís Fernando Rodrigues, chefe do Cepsul e um dos coordenadores da Alho e Óleo, a ideia é combater todas as etapas da ilegalidade, ou seja, desde a captura até a venda, passando pelo transporte. "Temos equipes trabalhando em alto-mar a bordo do navio Soloncy Moura, do Cepsul, e nas duas lanchas de abordagem, equipes fazendo barreiras nas estradas, vistoriando caminhões e furgões frigoríficos e equipes vistoriando pontos de venda, onde verificam documentação e estoques. Só assim, conseguiremos ter algum controle sobre a pesca do camarão em seu defeso, período em que a captura está proibida para o crescimento do crustáceo", disse.

A operação Alho e Óleo segue seu curso até, pelo menos, o dia 31 de maio, quando se encerra o período de defeso dos camarões rosa, branco, vermelho, ferrinho e sete-barbas na costa catarinense. Qualquer denúncia sobre pesca ilegal pode ser feita através da Linha Verde (0800 61 8080). A ligação é gratuita e o denunciante não precisa se identificar.